sexta-feira, 25 de novembro de 2011

GASTON LAGAFFE

Grande parte das melhores piadas que até hoje foram desenvolvidas sob a forma de banda desenhada encontram-se, indubitavelmente, nos álbuns de Gaston Lagaffe, o impagável obreiro de broncas e trapalhadas que se seguem sucessivamente sem cessar.
Gaston Lagaffe é uma espécie de “faz-tudo” empregado num escritório e cujo sonho consiste precisamente em não fazer nada…a não ser alguma invenção insólita com consequências sistematicamente desastrosas. Imaginada em 1957 pelo já falecido Franquin, esta sequência de curtas histórias, iniciada no Jornal Spirou, de uma página ou meia página, contém toda uma série de personagens que lhe dá consistência. Além de Fantasio (companheiro inseparável de Spirou), que intervém por vezes, assinale-se ainda Mademoiselle Jeanne, uma secretária apaixonada por Gaston, o agente da polícia Longtarin (um incansável caçador de multas que tem por alvo preferencial o calhambeque de Lagaffe), e o Senhor de Mesmaecker, o homem de negócios que vem, em vão, assinar os contratos aos escritórios da revista Spirou. Não esqueçamos ainda a gaivota gozona, o familiar animal, cujo grito abominável é substituído – nos gabinetes por onde Gaston passa – pelas ondas sonoras e sísmicas produzidas por um instrumento de música de aparência pré-histórica e bárbara, criado pelo génio inventivo do “terrível” Gaston Lagaffe.
Leitura para todos e indispensável para quem gosta de rir a valer.

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