Como se fosse num pesadelo! Num belo dia, quando nada parecia ter hipóteses de correr errado, aconteceu a tragédia. Mas não foi pesadelo, durante um passeio a Central Park, a esposa e os filhos de Frank Castle foram assassinados por um gang Nova-Iorquino. Castle escapou por milagre, assistindo ao extermínio dos entes queridos. Mas o homem que ele era pereceu com a sua família. Em seu lugar ficou o Justiceiro (Punisher), um homem impiedoso e violento com uma ideia fixa…eliminar o crime e os criminosos de forma radical.
Criado em 1974 para contracenar com o Homem-Aranha no nº 129 da revista “Amazing Spider-Man”, o Justiceiro passou imenso tempo em 2º plano no universo Marvel, até que em 1985 as características psicológicas e psicóticas do personagem foram exploradas ao máximo por Steven Grant (argumentista) e Mike Zeck (desenhador), permitindo aproveitar as inúmeras potencialidades deste solitário paladino, de forma a transformá-lo num verdadeiro campeão de vendas. De personagem secundário, o Justiceiro passou a astro principal, ganhando revistas e histórias próprias e conquistando um espaço próprio no competitivo mercado dos quadradinhos norte-americanos.
Grafismo de estilo impressionista baseado no grande plano, com o objectivo claro de demonstrar, pelas emoções e expressões faciais dos personagens, a intensidade da acção e dos sentimentos, a obra de Grant e Zeck consegue retratar superiormente a ira, a violência e a fúria das reacções do Justiceiro.
O Justiceiro apresenta-se assim como uma banda desenhada à boa maneira dos super heróis nitidamente “made in USA”.
Sem comentários:
Enviar um comentário