sexta-feira, 25 de novembro de 2011

LUC ORIENT

A partir de 1967, Eddy Paape, nos desenhos, e Greg nos textos, vão produzir para a revista Tintin uma série de ficção científica na tradição de Flash Gordon: Luc Orient.
O tipo de BD expresso nesta série assenta numa narrativa onde a imaginação é o ponto forte, mas com maior incidência na forma (alienígenas e planetas de fauna e flora estranhas) mais do que sobre o conteúdo (centrado invariavelmente na eterna luta entre o bem e o mal), materializada na actuação do herói (Luc Orient) contra um vilão, no caso concreto, um ditador extra-terrestre que pretende impor a sua tirania sobre a Terra ou sobre os habitantes de um planeta situado numa galáxia desconhecida.
Orient surge acompanhado por um eminente cientista, Kala, e, como convém, por uma bela jovem de nome Lora. É deste triângulo sabedoria-acção-beleza, personificado pelos três personagens centrais que Paape e Greg conseguiram dinamizar esta série de sucesso que há já longos anos foi publicada pela Bertrand, dando à estampa títulos como: “24 Horas para o Planeta Terra”; “O Segredo das 7 Luzes”; “O Senhor de Terango”, todos protagonizados por Luc Orient, um herói à moda antiga, com uma desenvoltura física e um intelecto capazes de fazer frente às mais intrincadas situações.
Eddy Paape e Greg, ao criarem esta série de qualidade inquestionável obedeceram à chamada “linha clara”, iniciada pelo mestre Hergé (Tintin) e continuada por Edgar P. Jacobs (Blake & Mortimer), cujas características incidiam no carácter realista dos desenhos e na perfeição do traço e das expressões dos personagens.

Sem comentários:

Enviar um comentário