“Plainclothes Tracy” foi um título de BD que muito pouco ou quase nada dirá à maioria dos leitores de histórias aos quadradinhos, no entanto, este foi o nome pelo qual foi inicialmente baptizado um dos maiores detectives de todos os tempos da banda desenhada: Dick Tracy.
Desenhador do “Chicago Tribune”, Chester Gould, o criador de Dick Tracy, começou em 1931 a produzir nas tiras diárias as aventuras deste paladino da lei, inimigo de todos os gangsters e malfeitores, que sempre conseguia dominar graças à sua sagacidade, inteligência e destreza. Não foi preciso muito tempo para que Dick Tracy começasse a ser publicado em mais de 800 jornais em todo o mundo, com um público estimado em mais de 150 milhões de leitores.
Apesar de ser um duro, Dick Tracy era um herói do tipo caseiro (em 1949 casou-se com Tess Trueheart que lhe deu dois filhos), defensor da moral e dos valores da sociedade norte-americana, cujas narrativas se encontravam directamente ligadas com os acontecimentos que na altura ocorriam nos EUA: a lei seca e a proliferação de gangs marginais que espalhavam o terror pelas grandes cidades americanas, com destaque para Chicago.
Para dar autenticidade às suas histórias Chester Gould passava muito tempo na Polícia de Chicago a pesquisar processos e formas de actuar para se familiarizar com os avanços da ciência e da tecnologia ligadas ao ramo da criminologia.
Tracy ao longo de 30 anos de quadradinhos sofreu 27 ferimentos de armas de fogo, foi vítima de contusões, costelas partidas e quase esteve à beira da morte mantendo em suspenso os leitores por um período de três meses. Dick Tracy sobreviveu inclusive a uma centena de vilões incríveis, onde Gould concentrava a sua capacidade caricatural sem perder o ritmo realista da narrativa.
A fama sem precedentes de Dick Tracy levou à sua adaptação a programas de rádio, séries televisivas, culminando com a superprodução da Touchstone/Warner Bros. com Warren Beatty a incarnar o personagem, contribuindo definitivamente para a imortalização deste herói de papel.
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