Spirou foi e continua a ser um dos mais famosos personagens de banda desenhada produzidos pela escola Franco-Belga, vindo inclusivamente o seu nome a servir de título para uma das mais famosas revistas de BD do mundo: A revista “Spirou”.
Concebido em 1938 por François Robert Velter (Rob-Vel), o personagem iria ser retomado entre 1944 e 1946 por Joseph Gillain (Jijé), que lhe deu a companhia de Fantásio e de Spip, o esquilo. Contudo, Spirou conheceu as suas mais belas aventuras entre 1946 e 1968, fundamentalmente devido a André Franquin. Do seu lápis surgiram personagens que ficaram famosas como o Conde de Champignac (sábio inventor amigo de Spirou e Fantásio), que surge pela primeira vez na aventura “Há um Feiticeiro em Talmorol” (1950); Um animal estranho inventado por Franquin no ano de 1952, o “Marsupilami”, cujo feitio explosivo e costumes são descritos na soberba aventura “O Ninho dos Marsupilamis” (1957); Zantáfio, o primo e inimigo de Fantásio, que aparece diversas vezes, em especial, no albúm “O Ditador e o Cogumelo” onde desempenha o papel de um tirano de opereta; Finalmente o extraordinário Zorglub, versão humorística do sábio louco, e que é o verdadeiro protagonista das aventuras “Z de Zorglub” (1959) e de “A Sombra do Z” (1960). Desde 1969, a série foi “apadrinhada” por Fournier que, apesar de construir histórias agradáveis, não herdou (infelizmente) o poder criador e cómico de Franquin, à semelhança dos actuais desenhadores da série.
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