O sucesso do romance “Tarzan dos Macacos”, publicado em 1912 por Edgar Rice Burroughs, viria a catapultar Tarzan para o mundo massemediático do Cinema, TV e BD. No cinema, Tarzan viria a ser, pela primeira vez, interpretado por Elmo Lincoln (1918). Outros lhe seguiriam os passos, entre eles um distinguiu-se, o famoso nadador olímpico Johny Weissmuller, que na tela viria a assumir o papel de rei das selvas.
Tarzan foi igualmente um personagem dos primórdios da BD, assim como um dos seus mais famosos e prestigiado representante. Um dos factores que decerto terá contribuído para o sucesso imediato de Tarzan, consistiu em o personagem ter sido desenhado em 1929 (data das primeiras tiras de aventura do “rei dos macacos” onde se verifica inexistência de balões comportando os diálogos das personagens, existindo apenas a narração da acção sobre forma de texto inscrito em cada quadradinho) por Hal Foster, considerado actualmente um autentico “Miguel Ângelo” dos quadradinhos, criador da não menos célebre personagem de banda desenhada “O Príncipe Valente”. Contudo, em 1937, Foster abandona a série e o seu posto é ocupado por Burne Hogarth, outro virtuoso da nona arte, que viria a conferir ao herói criado por Burroughs a sua visualização mais célebre, conseguido retratar graficamente, de forma perfeita, a anatomia atlética de Tarzan nas mais variadas posições.
Desde 1929, com ou sem Jane, Tarzan tem balouçado por muitas lianas, enfrentado inúmeros animais selvagens e inimigos saídos da imaginação fértil dos seus sucessivos desenhadores, constituindo uma verdadeira instituição no âmbito das sucessivas gerações de bedéfilos e cinéfilos por esse mundo fora. Cabe por fim referir que o sucesso alcançado pelo personagem originou ramificações da série surgindo as aventuras de “Korac – Filho de Tarzan”.
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