À semelhança de “Astérix” e “O Feiticeiro de ID” (Wizard of Id, no original), a série criada por Dik Browne (1917 – 1989), Hagar, conseguiu transpor com um estilo humorístico incrivelmente aprimorado os problemas existenciais, políticos, económicos, sociais e psicológicos da classe média dos dias de hoje para uma época situada mais ou menos na idade média, mais concretamente, no tempo das invasões viking à Europa, só que neste caso personificadas por Hagar, o horrível.
O seu autor , Dik Browne, nasceu um Nova York no dia 11 de Agosto do ano de 1917. Como muitos, iniciou-se no cartoonismo jornalístico e na ilustração. Depois de trabalhar algum tempo em publicidade, encontrou-se com Mort Walker em 1954, nesta época já o bem sucedido criador de Beetle Bailey (O Recruta Zero). Durante algum tempo Dik Browne cooperaria com Walker na parte gráfica do Recruta Zero. Até 1973 a dupla manteve-se, aumentando sempre o prestígio de ambos. Foi então que Dik Browne se lançou à sua mais conhecida criação, Hagar, uma série com horizontes amplos e sempre actual graças à actualidade dos temas abordados.
O personagem central, Hagar, é um chefe Viking barbudo, relaxado e beberrão (o alter-ego do próprio criador) que, como todos os seus conterrâneos, vive de saques, pilhagens e outras aventuras pelo mundo antigo. Tem porém um lar na terra dos fiordes, uma esposa (Helga) que não tolera a sua falta de maneiras e educação e dois filhos (Hamlet, sensível, estudioso, avesso à violência e Honi, uma jovem decidida, que sonha tornar-se guerreira como o pai). Mort Walker um dia escreveu o seguinte sobre esta obra de Dik Browne: “Provavelmente nunca houve casamento mais perfeito entre arte e artista do que Dik Browne e a sua criação, Hagar, o Horrível. As atitudes de Hagar diante da vida, as suas maneiras infantis, o seu amor pelo divertimento, o seu apetite descontrolado, são tudo Dik Browne em pessoa.”
Sem comentários:
Enviar um comentário