terça-feira, 13 de dezembro de 2011

MAFALDA

Joaquim Salvador Lavado, dito Quino, nasceu em 17 de Julho, em Mendonza (Argentina) de pais espanhóis, originários de Fuengirola, Málaga. Quino ficou órfão aos dezasseis anos de idade, herdando e responsabilidade de cuidar de dois irmãos mais novos, situação que o levou a entrar no mercado de trabalho muito cedo. A publicidade foi o “medium” que apadrinhou os primeiros passos de Quino no mundo do trabalho, tendo-lhe sido encomendada a criação de uma família da classe média (da qual fazia parte Mafalda) destinada a promover a venda de aparelhos electrodomésticos que, contudo, viria a ser recusada.
Depois de algum tempo na gaveta, Mafalda surgiria para o mundo em Setembro de 1964, constituindo um caso sério de popularidade causando um impacto mundial cujo êxito se pode equiparar à fama atingida pelos “Peanuts” de Charles Schultz.
Deliciosa, irreverente, implacável e contestatária, Mafalda é a consciência da sua época, funcionando como um barómetro sensível aos acontecimentos do mundo que a rodeia. Criança adulta, rodeada de um grupo de amigos que tal como ela, expressam preocupações que regra geral são apanágio da gente grande: Filipe, uma criança pura e insegura que odeia a escola; Manelinho, preocupado em tornar próspera a mercearia do pai; Miguelinho, em crise de adolescência antecipada; Liberdade, propositadamente uma pequeníssima colega de Mafalda; Susaninha, a menina cuja principal aspiração é casar, ter filhos e dedicar-se inteiramente a um marido com o qual sonha permanentemente; e Gui, o irmão mais novo de Mafalda, que a põe perante o drama de se tornar adulta e igual aos adultos.
Em 1973 Quino desenha as últimas tiras de Mafalda, despedindo-se para sempre desta personagem que permanecerá intocável na memória de milhões de leitores e fãs por este mundo fora.  

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