Joaquim Salvador Lavado, dito Quino, nasceu em 17 de Julho, em Mendonza (Argentina) de pais espanhóis, originários de Fuengirola, Málaga. Quino ficou órfão aos dezasseis anos de idade, herdando e responsabilidade de cuidar de dois irmãos mais novos, situação que o levou a entrar no mercado de trabalho muito cedo. A publicidade foi o “medium” que apadrinhou os primeiros passos de Quino no mundo do trabalho, tendo-lhe sido encomendada a criação de uma família da classe média (da qual fazia parte Mafalda) destinada a promover a venda de aparelhos electrodomésticos que, contudo, viria a ser recusada.
Depois de algum tempo na gaveta, Mafalda surgiria para o mundo em Setembro de 1964, constituindo um caso sério de popularidade causando um impacto mundial cujo êxito se pode equiparar à fama atingida pelos “Peanuts” de Charles Schultz.
Deliciosa, irreverente, implacável e contestatária, Mafalda é a consciência da sua época, funcionando como um barómetro sensível aos acontecimentos do mundo que a rodeia. Criança adulta, rodeada de um grupo de amigos que tal como ela, expressam preocupações que regra geral são apanágio da gente grande: Filipe, uma criança pura e insegura que odeia a escola; Manelinho, preocupado em tornar próspera a mercearia do pai; Miguelinho, em crise de adolescência antecipada; Liberdade, propositadamente uma pequeníssima colega de Mafalda; Susaninha, a menina cuja principal aspiração é casar, ter filhos e dedicar-se inteiramente a um marido com o qual sonha permanentemente; e Gui, o irmão mais novo de Mafalda, que a põe perante o drama de se tornar adulta e igual aos adultos.
Em 1973 Quino desenha as últimas tiras de Mafalda, despedindo-se para sempre desta personagem que permanecerá intocável na memória de milhões de leitores e fãs por este mundo fora.
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